O José da Xã abre as portas da Pendura com uma atalaia estática plantada no meio do bulício urbano. Uma escrita que fotografa as franjas do tempo e o mistério dos invisíveis que habitam as nossas ruas à torreira do Sol. A cidade crescia em luz, movimento, força… e em canícula! Joaquim Peixinho encostou-se, por fim, ao pequeno pilar enterrado na calçada, evitando transformar o passeio num estacionamento selvagem. Ajeitou a fatiota velha, surrada, aqui e ali suja nem sabia de quê, como se toda aquela roupagem fosse um fato acabado de sair de um qualquer mestre alfaiate da moda. Usava-a com brio e, quiçá, com alguma bizarra vaidade. Escreve crónicas, fragmentos observacionais, ensaios sobre o quotidiano e apontamentos de viagem que evoquem a sofisticação da lentidão? Procuramos vozes independentes que queiram habitar o papel, longe da ditadura dos algoritmos. Envie-nos as suas propostas por e-mail. Junte-se a esta resistência analógica. Conheça a nossa Linha Editorial para Autores e saib...
Revista de não-ficção literária | À boleia da escrita observacional