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«À espera dela», por José da Xã

O José da Xã abre as portas da Pendura com uma atalaia estática plantada no meio do bulício urbano. Uma escrita que fotografa as franjas do tempo e o mistério dos invisíveis que habitam as nossas ruas à torreira do Sol. A cidade crescia em luz, movimento, força… e em canícula! Joaquim Peixinho encostou-se, por fim, ao pequeno pilar enterrado na calçada, evitando transformar o passeio num estacionamento selvagem. Ajeitou a fatiota velha, surrada, aqui e ali suja nem sabia de quê, como se toda aquela roupagem fosse um fato acabado de sair de um qualquer mestre alfaiate da moda. Usava-a com brio e, quiçá, com alguma bizarra vaidade. Escreve crónicas, fragmentos observacionais, ensaios sobre o quotidiano e apontamentos de viagem que evoquem a sofisticação da lentidão? Procuramos vozes independentes que queiram habitar o papel, longe da ditadura dos algoritmos. Envie-nos as suas propostas por e-mail. Junte-se a esta resistência analógica. Conheça a nossa Linha Editorial para Autores e saib...
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Venha fotografar com palavras

A Pendura é um caderno de sensações, um manifesto de slow reading e um espaço de resistência à pressa digital. Editamos em formato de livro de bolso, papel bookwove creme e com um minimalismo gráfico que existe apenas para servir a palavra escrita. Não temos algoritmos, não temos pressa e não temos prazos rígidos. Temos tempo. Estamos a receber propostas de texto. Procuramos autores que queiram abrandar o olhar e escrever sobre a poesia do banal, os pequenos rituais urbanos e as micro-histórias do quotidiano. Valorizamos a escrita observacional, os ensaios pessoais, as crónicas e os apontamentos de viagem que evoquem a sofisticação da lentidão. Se escreve sem pressa e quer ver as suas palavras impressas num objeto editorial de coleção, o nosso espaço também é seu. Conheça a nossa Linha Editorial para Autores e saiba como submeter o seu texto.

Breve manifesto contra a pressa (ou o que aí vem)

A Pendura 1 está quase a chegar. Não é uma revista de quiosque, nem um livro comum. É uma publicação de bolso que nasce suspensa entre os dois, feita para quem procura um espaço de desaceleramento portátil em vez do entretenimento dos ecrãs. Aqui dentro não haverá pressa, não haverá publicidade, não haverá a rigidez da geometria tradicional. Haverá papel creme, texto em bandeira que deixa a página respirar, e escrita observacional — crónicas, memórias e ensaios que fotografam a realidade com palavras. Somos antiquados na modernidade. Usaremos os recursos de hoje para criar um objeto que parece pertencer a outra época. Um convite para suspender o tempo connosco. O primeiro número está a caminho. Fique por perto.