O C. Luso de Villacintra resgata a pátina e a cadência da datilografia analógica para nos oferecer uma detalhada crónica de costumes sobre a convivência, a altivez e a inteligência felina. Entre a descrição sensorial e a observação psicológica, as suas palavras desaceleram o nosso olhar sobre os pequenos mistérios domésticos que habitam os nossos sofás, lembrando-nos de que a verdadeira cumplicidade se conquista no silêncio partilhado. Não concede o seu afecto de forma leviana e ainda que possa consentir em ser nosso companheiro, nunca é nosso escravo. Mesmo quando está na mais amistosa das disposições, guarda sempre a sua liberdade e recusa a obediência servil. Mas uma vez que se conquista a sua confiança, é um amigo para toda a vida. Partilha as nossas horas de trabalho, de solidão, de alegrias e de tristezas e sente como ninguém o nosso estado de espírito. Gosta de passar os serões nos nossos joelhos, a ronronar e a dormitar, contente com o nosso silêncio e desprezando até, pelo amo...
O José da Xã abre as portas da Pendura com uma atalaia estática plantada no meio do bulício urbano. Uma escrita que fotografa as franjas do tempo e o mistério dos invisíveis que habitam as nossas ruas à torreira do Sol. A cidade crescia em luz, movimento, força… e em canícula! Joaquim Peixinho encostou-se, por fim, ao pequeno pilar enterrado na calçada, evitando transformar o passeio num estacionamento selvagem. Ajeitou a fatiota velha, surrada, aqui e ali suja nem sabia de quê, como se toda aquela roupagem fosse um fato acabado de sair de um qualquer mestre alfaiate da moda. Usava-a com brio e, quiçá, com alguma bizarra vaidade. Escreve crónicas, fragmentos observacionais, ensaios sobre o quotidiano e apontamentos de viagem que evoquem a sofisticação da lentidão? Procuramos vozes independentes que queiram habitar o papel, longe da ditadura dos algoritmos. Envie-nos as suas propostas por e-mail. Junte-se a esta resistência analógica. Conheça a nossa Linha Editorial para Autores e saib...